
Marcos Machado
CMO e CGO. Ex-Kavak, Ex-Nelogica. Hoje na GCB Investimentos.
Se eu aprendi, você também pode
Em 1923, Claude Hopkins escreveu que propaganda é ciência: hipótese, teste, número, decisão. Cem anos depois, boa parte do mercado ainda opera no modo oposto, o marketing como ato de fé. Faz a campanha e reza.
Foi nesse mundo de “fazer a campanha e rezar” que comecei, aos 20 e poucos anos, em uma multinacional que media seus esforços de marketing de forma tímida. Marca, campanha, midia institucional, era muito difícil saber o que funcionava. Demorou pouco pra eu perceber que o quebra-cabeça era bem maior que aquilo.
As perguntas que me tiravam o sono (e pra que eu não encontrava respostas) eram outras: como um produto escala de verdade? Por que algumas empresas disparam enquanto outras estagnam? E qual o papel do marketing nesse jogo?
Minha formação foi em Administração na UFRJ, uma das referências acadêmicas do país. Mas entre 2010 e 2013, o que fervilhava no Vale do Silício não chegava à sala de aula. A gente estudava Ford, Toyota, Coca-Cola. Minha professora de marketing era diretora de marketing da Coca-Cola, uma executiva de ponta. Quando o assunto era funil, LTV, MRR ou growth, nem ela tinha as respostas.
A academia ensinava os cases clássicos, mas tinha esquecido o clássico que importava: o método do Scientific Advertising ainda funcionava, e nunca foi tão fácil aplicá-lo. Poucos aplicavam.
Foi aí que entendi. Se nem quem estava no topo do marketing tradicional estava entendendo, eu teria que aprender por conta própria. Comecei a correr por fora. Fui nas fontes, devorei conteúdo gringo, busquei mentores, errei na prática e aprendi testando.
Quem executava esse marketing que aprende no Brasil em 2012? Rock Content em BH e Resultados Digitais em Floripa. Então lá ia o Machado pegar ônibus pra aprender growth com feras como Diego Gomes e Gabriel Mineiro.
Pouco depois, mudei pra São Paulo, onde o digital estava fervilhando e eu conseguiria colocar mais coisa na rua. Aos 23 anos, head de marketing e aos 26, virei diretor de growth em uma startup.
De lá pra cá, construí times de marketing, produto e growth em unicórnios como Kavak e Nelogica, e hoje lidero marketing e vendas na GCB Investimentos.
Não conto essa história pra me colocar como exemplo. Conto porque ela prova algo simples (e que fez toda a diferença pra mim): quem escala e quem estagna nunca se separaram por talento, diploma ou canal.
É método e atitude. Três pilares:
- Vontade de aprender e explorar.
- Coragem de questionar.
- Disposição de botar a mão na massa, colocar na rua e ver o que dá certo ou não.
A Plataforma mrmachado.com é um ponto de partida.
Linha de chegada não existe: aprender é um loop infinito de ler, trocar com quem já fez, colocar na rua, errar MUITO e acertar de vez em quando.
O Hopkins já sabia disso há cem anos. A boa notícia é que agora você também sabe e que nunca foi tão fácil começar, aprender e praticar.
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